Floresta Amazônica: os pulmões do mundo ardem em chamas

Floresta Amazônica: o Coração do Mundo Arde em Chamas

Onze dias antes do Dia da Amazônia, um dos maiores e mais importantes ecossistemas do mundo arde em chamas – e nenhuma providência é tomada!

Há 11 dias de celebrarmos o Dia da Amazônia (5 de setembro) – data na qual Dom Pedro II decretou a criação, em 1850, do que viria a se tornar o estado do Amazonas – o Brasil tomou conhecimento de uma grande tragédia que já durava por, pelo menos, duas semanas.

Foi quando uma névoa escura cobriu a cidade de São Paulo, por cerca das 15h do dia 19 de agosto, e transformou o dia em noite que parte dos brasileiros percebeu que havia algo muito errado com o meio ambiente.

São Paulo, 3:30 PM #gothamcity pic.twitter.com/KyR1YOGg8q— Leandro Mota (@leandromota_) August 19, 2019

O fato é que a maior cidade do Brasil não foi a única a sentir os efeitos da queima massiva de mata nativa. Habitantes de municípios das regiões Norte, Centro-Oeste, Sudeste e Sul também relataram ter visualizado uma mudança na cor do céu e do sol.

Essa escuridão súbita teria duas causas principais: uma frente fria originada do sul do Brasil, que trouxe nuvens mais baixas, e a nuvem de fumaça gerada pelas queimadas da Floresta Amazônica e do Pantanal, em especial, a região de fronteira com a Bolívia e o Paraguai.

A onda de incêndios teria começado no dia 10 deste mês, após o que ficou conhecido como “Dia do Fogo”. Durante esse data, grandes fazendeiros do sudoeste do Pará (PA) atearam fogo a espaços de mata nativa que estariam dentro ou próximos de suas propriedades.

Essa manifestação foi uma forma de apoiar o discurso do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Segundo um dos organizadores: “Precisamos mostrar para o presidente que queremos trabalhar e único jeito é derrubando. E para formar e limpar nossas pastagens, é com fogo.”

Os resultados dessa ação foram catastróficos. Os casos de incêndio aumentaram muito na região – e não foram contidos.

Os satélites da NASA conseguiram registrar as torres de fumaça das queimadas na Amazônia do espaço. – Foto: NASA Earth Observatory

Com uma fiscalização reduzida das queimadas na região, grandes chamas e torres de fumaça se formaram ao longo de toda a região do “coração do mundo”, liberando uma grande quantidade de gás carbônico na atmosfera.

Os incêndios no Pantanal, paralelamente, teriam começado no Paraguai e atingido o território brasileiro. Também não pareceu haver mobilização brasileira para combater essas chamas que queimavam outro importantíssimo bioma brasileiro.

Temos que salvar a Amazônia!

Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o número de queimadas, no Brasil, entre os meses de janeiro a agosto de 2019, aumentou em 82% se comparado ao mesmo período de 2018. De 39.194 ocorrências, no ano passado, houve um salto para 71.497 neste ano.

Dados como esses são extremamente preocupantes, em especial porque uma quantidade grande de casos, como a desse ano, não ocorria há, pelo menos, 3 anos. Isso ainda se junta às taxas de desmatamento do território da Floresta Amazônica, que aumenta cada vez mais – foram contabilizados 6,8 mil km² desflorestados só na última contagem realizada pelo INPE.

Essas queimadas ainda tiveram como resultado a expulsão de muitos povos indígenas das reservas ambientais onde viveram toda a sua vida em equilíbrio com a natureza. Além disso inúmeros animais se feriram ou morreram em decorrência das queimadas.

E isso, como pode ser visto através dos acontecimentos desta última semana, não prejudica apenas a fauna, a flora e as comunidades indígenas que dependem diretamente, da mata para sobreviver.

Tamanduá mirim cegado pelo fogo tenta fugir dos incêndios
Tamanduá-mirim, cegado pelo fogo, tenta fugir dos incêndios. – Foto: Araquém Alcântara

O ponto é que, sem Amazônia, o clima global pode mudar. A floresta libera grandes quantidades de água na atmosfera, gerando massas de ar que regulam o clima na América do Sul e, consequentemente, do mundo.

O que ocorreu em São Paulo é prova disso. Mesmo a mais de 3 mil km de distância, a fumaça das queimadas escureceu o céu e a água da chuva.

São danos imensos para toda a sociedade e para o meio ambiente!

E algo precisa ser feito, com urgência, para resolver todos esses problemas! Temos que cobrar de nossos governantes e representantes por medidas que preservem o meio ambiente e que se proíbam práticas que coloquem em risco ecossistemas inteiros.

É nosso papel salvar a natureza. Afinal, sem ela, nós não somos nada!

Nós, da Silicup, temos orgulho em afirmar que somos uma empresa sustentável! Além de usar um material durável e reciclável, temos a prática de participar de eventos que promovam o bem estar social e ambiental! Acompanhe esse e outros conteúdos pelo nosso Instagram @sili.cup e pelo nosso Facebook Silicup.