Ailton Krenak: é possível adiar o fim do mundo?

Em pleno Abril Indígena, que tal aproveitar para conhecer mais sobre a vida e as palavras do escritor e líder indígena Ailton Krenak?

Escrito por João Pedro Varal Tartari

Um dos maiores nomes na luta indígena e ambiental do Brasil, Ailton Krenak foi e segue sendo o protagonista de discursos extremamente necessários. Fundador e dirigente do Núcleo de Cultura Indígena, Krenak faz parte de um dos povos nativos do país que sofreu muito com a invasão dos europeus às suas terras.

Ele se tornou particularmente conhecido após uma fala que fez durante a Assembleia Nacional Constituinte, em 1997. Enquanto denunciava as agressões e injustiças cometidas contra os povos indígenas, Ailton usou pasta de jenipapo para pintar o rosto de preto – sinalizando o luto que sentia pelo retrocesso na forma como os direitos dessas pessoas eram tratados.

Essa manifestação, assim como o comprometimento de Ailton com essas questões, teve resultados positivos. O surgimento dos artigos 231 e 232 na Constituição de 1998, que garantem o direito dessas populações às suas organizações sociais, culturais e às terras que precisam para viver, devem-se muito à participação do escritor na elaboração desse documento.

Autor de textos importantes tratando sobre a questão ambiental, ele se mostra bastante preocupado com as consequências que o consumo massivo de recursos promovidos hoje em dia poderá trazer ao Planeta Terra. Em entrevista para o portal Believe.Earth, ele afirmou que:

“Se continuarmos assim, vamos comer o planeta inteiro, até chegarmos em um buraco, um abismo ecológico. É preciso haver uma reconciliação dessas novas gerações com a sua história e com a história do planeta. E a história do planeta é a história da vida.

Ailton Krenak

E, quando o fim do mundo parece cada vez mais próximo, precisamos procurar maneiras de evitá-lo.

Ideias para adiar o fim do mundo

Os Krenak, povo ao qual Ailton pertence, atualmente, residem em um território reduzido próximo à cidade de Resplendor no estado de Minas Gerais (MG). Essas terras beiram o Rio Doce e fizeram parte das áreas afetadas, em 2015, pelo rompimento de uma barragem administrada pela mineradora Samarco no município de Mariana.

Montagem mostrando a água cristalina do Rio Doce antes do desastre de Mariana e como ela ficou cheia de lama após o rompimento da barragem.
À direita, o Rio Doce antes de ser violado pelas mineradoras. À esquerda, sua situação após o rompimento da barragem e a mistura da lama à água. – Foto: Fabio Braga/Folhapress

A vegetação e a fauna da região foram devastadas e o rio, a principal fonte de subsistência desse povo, foi coberto por uma lama tóxica repleta de rejeitos da mineração. E os Krenak, que vem sendo desapropriados de suas terras desde os primeiros contatos com os portugueses, perderam o acesso a outro elemento de sua cultura.

Acontece que, para eles, o rio é um parente. Ou seja, deixar que algo como o que ocorreu em Mariana acontecer com alguém que faz parte de sua família seria impensável para os Krenak, assim como para muitas outras etnias indígenas ao redor do Brasil e do mundo.

Esse vínculo com a natureza é um dos pontos centrais abordados por Ailton em seu livro “Ideias para adiar o fim do mundo”. Ele vê a separação entre as pessoas e a Terra como uma das principais causadoras da falta de sentido na vida.

Parte de um processo de transformação civilizatória, ela priva as pessoas de seus desejos e, consequentemente, de sua existência – transformando-as em “zumbis” do consumo. Assim, as pessoas sentem que precisam consumir cada vez mais e, pedaço por pedaço, devoram o planeta até seu fim.

Paralelamente, a conexão que a pessoa indígena nutre pelo meio ambiente faz com que ela siga respeitando-a quando usa de seus recursos. Isso acontece porque essas culturas identificam a natureza como um local sagrado, de onde surge a inspiração e a vida.

Apesar de não deixar claro se podemos ou não evitar ou, ao menos, adiar o fim do mundo, Ailton Krenak afirma com certeza: “Nenhuma história antiga nossa, nenhuma, admite que a gente vai acabar.”

Talvez a melhor resposta ainda seja que devemos buscar uma maior conexão com o planeta em que vivemos.

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Greta Thunberg: as mudanças climáticas afetam todas as idades

Um dos maiores nomes na luta contra as mudanças climáticas, Greta Thunberg já enfrentou grandes nomes para tentar impedir o avanço das mudanças climáticas.

Escrito por João Pedro Varal Tartari

Greta Thunberg é, atualmente, um dos maiores nomes do ativismo ambiental internacional. Com apenas 17 anos de idade, a “pirralha” fortaleceu o movimento contra a mudança climática, seus principais causadores e perpetuadores, em especial através de seu forte discurso de oposição ao descaso das lideranças em relação a essas questões.

A campanha Fridays for Future (“Sextas pelo Futuro”) foi outra importante contribuição da jovem ativista.

O primeiro desses protestos ocorreu em 20 de agosto de 2018, quando ela ainda tinha 15 anos, durante uma manhã de sexta-feira. Durante o horário escolar, a garota ficou sentada, do lado de fora do Parlamento da Suécia, enquanto segurava um cartaz com os escritos “skolstrejk för klimatet!” (“greve escolar pelo clima!”, em sueco).

As manifestações diárias seguiram até o dia 9 de setembro, quando ocorreram as eleições gerais na Suécia. Mas ela não parou por aí: mesmo após a votação, Greta Thunberg seguiu faltando às aulas em todas as sextas feiras para protestar pelo que acreditava (e segue acreditando).

Todo esse esforço teve resultados: as reclamações da ativista ganharam o mundo e inspiraram pessoas em inúmeros países, em especial jovens, que entenderam o recado e também passaram a lutar por um futuro melhor para elas e para as futuras gerações.

Thunberg, que também é vegetariana, foi eleita a “Pessoa do Ano” pela revista estadunidense Time.

“Pirralha”

Greta já se posicionou contra as queimadas no Brasil e na Austrália, contra o uso descontrolado dos combustíveis fósseis e até contra a falta de atitude de muitos governos em relação ao meio ambiente e à mudança climática.

Seu discurso, sempre com um tom de revolta, traz a preocupação de uma geração que tem dificuldade em enxergar um futuro em meio ao atual caos ambiental no qual se encontra o planeta Terra. E essa preocupação parece ser grande, afinal a sueca se tornou um símbolo de resistência e ativismo.

Por conta dessa oposição ela foi criticada, inclusive, por alguns líderes de Estados. Foi o caso, por exemplo, do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, que chamou-a de “pirralha” em uma de suas declarações. A garota respondeu adotando o nome, provisoriamente, para si, usando-o na biografia de seu Twitter.

Algumas pessoas chegaram a atacar a síndrome que ela possui. A jovem recebeu o diagnóstico de síndrome de Asperger aos 12 anos e entende que maneira particular de enxergar o mundo é parte do que faz com que lute contra as mudanças climáticas.

Como resposta, a ativista postou um pequeno texto no Twitter dizendo que “Quando haters perseguem você por causa do seu visual e das suas diferenças, quer dizer que eles não têm mais nada para atacar. E então você sabe que está vencendo!”

Ela ainda completou dizendo que tem Asperger, o que significa que, às vezes, é um pouco diferente do padrão. Isso acontece porque a síndrome, que faz parte do espectro do Autismo, impõe algumas dificuldades na leitura da linguagem corporal, podendo se tornar um obstáculo para relações sociais.

Em relação a isso, Greta se mostra bastante positiva: “dadas as circunstâncias certas- ser diferente é um superpoder.”

Transformação Climática

Se você já parou, recentemente, para analisar o tempo na sua cidade, no seu estado ou no seu país, ao menos sentiu que ele parece estar mudando. Seja com a ocorrência de chuvas cada vez mais devastadoras, de ondas de frio inesperadas, ou de secas inacabáveis… Parece que estamos sempre prestes a presenciar a ocorrência de um novo desastre ambiental.

Isso é consequência da mudança climática. Devido a emissão massiva de gases do efeito estufa (GEE), que vem crescendo desde a Revolução Industrial, corremos o risco de enfrentar consequências do Aquecimento Global ainda maiores e mais destrutivas.

Apesar de essa preocupação não ser recente – o dia 15 de março deixa isso claro, afinal, foi nessa data há 15 anos que entrou em vigor o Protocolo de Kyoto, um conjunto de normas que buscam reduzir a emissão dos GEEs e diminuir a temperatura média do planeta Terra – não muita coisa é feita pelos governos para realmente mudar essa situação.

Na verdade, há, inclusive, um movimento no caminho oposto. É por isso que a figura de Greta Thunberg e a luta que ela trava para poder ter um futuro neste planeta são tão importantes: a mudança climática é um problema de nível global que precisa de soluções à altura (e rápido)!

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EmpoderaDonnas: justiça, equilíbrio e segurança para as mulheres

Jaqueline Maino, fundadora da empresa ativista EmpoderaDonnas, contou sobre a parceria com a Silicup e respondeu algumas dúvidas sobre a relação entre pautas feministas e ambientais.

Escrito por João Pedro Varal Tartari

Se você é um seguidor assíduo da Silicup nas redes sociais, é bem provável que, durante o período de carnaval, tenha visto algumas postagens de cor verde que traziam palavras de protesto contra o uso dos descartáveis e o assédio.

Essas imagens faziam parte de uma campanha realizada entre a Silicup e a empresa ativista EmpoderaDonnas, que, por sua vez, trava uma luta constante pelos direitos das mulheres contra o machismo e o modelo de sociedade patriarcal, sem deixar de lado a importância de um consumo sustentável.

O fato de essa ação ter ocorrido no carnaval também não é ao acaso. Como as festas desse período envolvem um grande número de pessoas convivendo no mesmo espaço durante algumas horas, alguns homens, aproveitando-se do privilégios que têm, ignoram o consentimento e praticam atitudes que desagradam, constrangem e amedrontam outras pessoas ao seu redor – geralmente, mulheres.

Isso tem um nome: assédio. E, convenhamos, não é nada divertido.

Portanto, para que essa mensagem fosse passada, concluiu-se que era necessário acrescentar um pouco de humor à seriedade do assunto. Assim, surgiram as frases que coroaram os nossos copos nessas últimas semanas: “Não sou obrigada (a nada)”, “Me beija até o Brasil melhorar (e se eu deixar)” e “Não é não (mesmo)”.

Silicup & EmpoderaDonnas - juntos por um carnaval + consciente
As artes deixam claro: não é não, tanto para o assédio, quanto para os descartáveis. – Foto: Divulgação/Silicup

A parceria com a Silicup, assim como as artes, surgiram da união ness dessas ideias. Afinal, o copo funciona como uma lembrança diária da luta contra os desrespeitos estruturais contra a mulher, ao mesmo em que contribui para uma redução significativa no uso dos descartáveis e para alcançar um impacto ambiental positivo.

A mulher e a sustentabilidade

Essa ideia de juntar as pautas feministas à procura por um consumo sustentável não é de hoje. A própria Organização das Nações Unidas (ONU) já constatou que essas são lutas inseparáveis ao adicionar o quinto Objetivo do Desenvolvimento Sustentável quando criou, em 2015, a Agenda 2030.

ODS 5 - Igualdade de Gênero
A garantia de direitos iguais, cargos de liderança nas mais variadas áreas e o fim da violência contra a mulher estão entre as principais propostas deste ODS. – Foto: Divulgação/ONU

Claro, não é novidade que causas sociais e ambientais andam juntas. Mas, segundo a empresária e fundadora da EmpoderaDonnas, Jaqueline Nunes Maino, a mulher concentra sobre si uma forma de poder muito importante na relação com o meio ambiente, especialmente levando em conta o modelo de sociedade capitalista. Ela é responsável pelo poder do consumo.

Durante nossa conversa, Jaqueline disse que “Hoje, a mulher é responsável pela maior parte do consumo e, quando ela não é responsável, ela é a maior influenciadora.” Ela baseia essa afirmação em uma pesquisa publicada na conta do Instagram da EmpoderaDonnas, que afirma que as mulheres são responsáveis por 66% de todo o consumo, além de 96% das tomadas de decisão no momento da compra.

Pondo isso em números, elas movimentam, em média, 1,3 trilhão de reais por ano. a “Donna” ainda brinca a respeito do assunto: “Nós, mulheres, temos nas mãos o poder de ou salvar o planeta ou terminar de destruí-lo a partir da nossa decisão de consumo.”

Dessa forma, a relação entre o feminino e o sustentável fica ainda mais visível.

As mulheres têm, de acordo com a CEO, “uma grande possibilidade de impactar negativa ou positivamente o ambiente.” Assim, à medida que novos poderes (como o social e o político) forem conquistados por elas, maior poderá ser a luta por um menor impacto sobre a natureza, em especial se as mulheres tiverem noção de quão significativo é o papel delas nessa mudança.

Isso significa dizer que as mulheres precisam, sim, se empoderar e conquistar formas de controle que ainda não estão em suas mãos da mesma maneira que nas dos homens para que a sociedade consiga acessar um consumo minimamente consciente.

Empoderando a primeira Donna

Pode-se dizer que a fundadora da empresa foi, também, a primeira mulher a se empoderar com ela.

Em nossa conversa, Jaqueline contou como as experiências pessoais que ela teve ao enfrentar o machismo foram parte fundamental para o surgimento da empresa. Em especial, porque foi esse conjunto de comportamentos nocivos que fez com que ela tivesse que enfrentar uma doença terrível: a depressão com ideação suicida.

Foi no momento em que ela percebeu essa influência que decidiu que lutaria contra essa forma de controle: “Quando me dei conta do quanto o machismo e todos os desdobramentos dele foram definitivos para o estabelecimento do meu quadro de saúde decidi, ao invés de tirar a minha vida, ‘abrí-la’ e usar a minha história para fundar um movimento ativista pela vida das mulheres.”

Jaqueline Nunes Maino
Jaqueline Nunes Maino diz ter sede de “um mundo mais justo, equilibrado e seguro, especialmente para as mulheres”. – Foto: Divulgação/EmpoderaDonnas

E assim, através do Instagram, surgiu a EmpoderaDonnas. No dia 13 de março de 2019, a empresária passou a compartilhar a sua história na rede social, além de desenvolver produtos e eventos, focados em mulheres, que promovessem uma reeducação social.

Ainda, segundo ela, a busca era por incentivar mulheres “ao autoconhecimento, o conhecimento dos seus direitos e à busca pelos seus próprios sonhos.” E isso continua acontecendo depois desse quase um ano de atuação… Com algumas melhoras!

Em fevereiro deste ano (2020), a EmpoderaDonnas se tornou uma empresa ativista, que através da desenvolvimento de advocacy e de palestras como o “Você tem sede de que” segue buscando por melhores qualidades de vida para todas as mulheres.

PEACE: a sustentabilidade e a sociedade andam juntas

Criada pela advogada e mestranda na UCSAL, Laíze Lantyer, a PEACE busca uma forma muito mais consciente de garantir um planeta melhor. Venha conhecer!

Escrito por João Pedro Varal Tartari

A organização Paz, Educação Ambiental e Consciência Ecológica (PEACE) surge, em Salvador, de uma difícil missão: pôr um fim ao “analfabetismo ambiental” em uma era em que o consumo parece estar acima de tudo e de todos.

Voluntário e inclusivo, o projeto luta pela livre educação ambiental nas escolas da rede pública de Salvador, pelo reconhecimento do trabalho das catadoras de resíduos e pela forma que conseguem impedir que boa parte do lixo da cidade acabe em aterros, sem contar as inúmeras outras ações que realiza pelo meio ambiente.

Nossa equipe teve a oportunidade de conversar com a Laíze Lantyer Luz, advogada, mestranda em Políticas Sociais e Cidadania pela Universidade Católica de Salvador (Ucsal) e fundadora da associação, que nos contou alguns detalhes das atividades e das motivações da organização.

Entenda melhor o trabalho lindo dos participantes desse projeto!

Analfabetismo ambiental

Talvez você esteja desde o começo do texto se perguntando o que é, afinal, esse tal de “analfabetismo ambiental”. Foi uma das dúvidas também surgiram durante a produção deste artigo. E temos uma resposta bem preocupante para essa pergunta.

Acontece que há uma falta de conhecimento sobre as práticas de prevenção do meio ambiente e conservação da natureza que sobrevive às épocas. E, apesar de existir uma lei que preza pela educação ambiental, pouquíssimas pessoas realmente têm acesso a esse tipo de informação e, muito menos, recebe incentivo para acontecer.

Isso se une ao fato de vivermos na Era do Consumo, momento em que ser alguém implicar em ter coisas. Também, segundo a Laíze, “Há um interesse de mercado que a maioria da população continue analfabeta ambiental pois assim ela continua consumindo o que não precisa e ficando depressiva quando não consegue.”

Assim, numa tentativa de combater esse processo, o pessoal da PEACE visita escolas da rede pública que são parceiras da organização, reeducando, através de palestras dinâmicas e recheadas de bom senso, os estudantes e professores a respeito de suas escolhas no dia a dia, para que tenham mais consciência de suas ações.

E, para que uma escola se torne parceira do projeto, deve redirecionar os materiais de escrita (lápis, borrachas, apontadores e outros resíduos do tipo) para a organização, evitando que os aterros recebam mais lixo. A PEACE ainda implementa o recolhimento de resíduos de cuidados com o corpo e esponjas, colaborando com as técnicas necessárias para que a escola possa implementar essa coleta.

Do lixo ao luxo

Outra iniciativa dentro da PEACE é a parceria que o grupo baiano tem com algumas instituições de dentro e de fora do país, formando uma rede de intercâmbio de pesquisas. A última foi realizada em conjunto com a Universidade de Pittsburgh, na Pensilvânia (Estados Unidos).

Foi de lá que veio Paul Donnelly, fotógrafo e mestrando de Desenvolvimento Internacional, que veio para ajudar a desenvolver um dos projetos mais conhecidos e transformadores da organização: o “Catadoras de Luxo: heroínas (in)visíveis”, possibilitando uma experiência única e cheia de emoções para todos os participantes.

As protagonistas dessa atividade são, claro, as catadoras: mulheres que, apesar de muito importantes para o funcionamento da sociedade, são marginalizadas, invisibilizadas e esquecidas. Mas a galera da PEACE viu nelas um brilho especial.

Assim, em conjunto ao projeto de pesquisa da Laíze Lantyer, foram selecionadas 12 mulheres que trabalhassem como catadoras para que tirassem alguns retratos com o fotógrafo estadunidense – em especial um que focasse no dia a dia de trabalho delas e outro que mostrasse um lado mais particular de cada uma.

Meio ambiente e a sociedade
Meio ambiente e a sociedade
As duas fotos de Annemone Santos da Paz, uma das inspiradoras representantes do projeto! – Foto: Paul Donnelly

O resultado foram fotografias lindíssimas como essas acima – e que têm uma importância imensa!

Mais uma vez citando a Laíze, os principais objetivos dessa ação eram “resgatar a autoestima, dar visibilidade e reconhecimento às catadoras, além de aprofundar a reflexão sobre o papel das catadoras de materiais recicláveis na cidade de Salvador e, por conseguinte, auxiliar na compreensão do nosso atual estágio de analfabetismo ambiental.”

É um recorte forte e importante de um grupo que já sofreu demais sem ganhar recompensas ou destaque, que, agora, tem uma chance de brilhar!

E brilhar mesmo, como estrelas de cinema! Sim, logo mais, elas serão as heroínas de um documentário tratando sobre essa atividade e que promete movimentar os cinemas da capital da Bahia (e depois as redes sociais) com a realidade de algumas moradoras da cidade que eram, até então, esquecidas.

Promovendo a transformação

É impossível falar em sustentabilidade sem que antes repensemos o funcionamento da nossa sociedade. E, como é possível de perceber, a PEACE se preocupa em garantir todas essas transformações socioambientais.

Isso se manifesta desde as mais simples ações da organização, como a adoção dos copos da Silicup em inúmeras das ações que realizam. Essa substituição dos recipientes descartáveis, pelos reutilizáveis de silicone, por mais que pareça irrelevante, colabora para a redução do plástico nos oceanos e, consequentemente, no organismos de todos os animais (nós, inclusive).

A própria fundadora do projeto falou sobre isso: “como sempre digo o copo não voa até a nossa boca sozinho. O herói não é o copo, mas sim o indivíduo.” Ela ainda complementou: “Somos heróis toda vez que recusamos diariamente mais um copinho plástico, toda a vez que recusamos o consumo de algo desnecessário mesmo seduzidos pelo fetiche do mercado.”

E, claro, essa preocupação também pode ser observada em grandes atitudes que a organização toma em prol do meio ambiente. É o caso do programa OAB Lixo Zero, ainda em desenvolvimento, que promete transformar a visão que temos de consumo e descarte.

Esse acordo se deve, em boa parte, à entrada da Laíze na Comissão de Meio Ambiente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Ela que movimentou a ideia de um movimento que despertasse os advogados para a necessidade de um futuro melhor.

O acordo já está pronto e falta, apenas, decidir sobre alguns detalhes, que seguem em trâmite.

Divina Misericórdia: Peregrinação pela Paz e pela Sustentabilidade

O grupo peregrino Divina Misericórdia está em constante viagem pelo mundo, levando como valores a paz e a sustentabilidade.

Escrito por João Pedro Varal Tartari

Você já se imaginou viajando pelo mundo para ajudar as pessoas?

Bem, é assim que atua o grupo peregrino Divina Misericórdia. Guiados pelos Mensageiros Divinos e pela Fraternidade – Federação Humanitária Internacional (FFHI), essas pessoas se dedicam a viver a harmonia, praticando-a e disseminando-a entre todos os Reinos da Natureza.

A fim de despertar a consciência humana para uma vida com paz, união, amor e altruísmo, a Fraternidade vem, desde 2011, realizando missões humanitárias em inúmeros locais da América do Sul e do mundo que passam por necessidades físicas ou espirituais, no intuito de amparar todos que passam por necessidade.

Entenda melhor a forma como essas pessoas vivem para ajudar tanto pessoas, quanto o meio ambiente.

Peregrinando pela Paz

Para reacender a chama da esperança e ajudar todas as pessoas, animais, plantas e outras espécies que passam por perturbações, o grupo peregrino Divina Misericórdia realiza, junto de outras equipes da FFHI, as chamadas Peregrinações pela Paz.

Uma delas, inclusive, ocorria, na Argentina, no momento de escrita deste artigo. Lá, os peregrinos promoveram encontros inclusivos e receberam, através dos videntes da congregação, mensagens sobre o futuro do planeta e as atitudes a serem tomadas frente a esse destino.

Essas jornadas são definidas pelos Mensageiros Divinos – figuras sagradas que vêm para conscientizar as nações, irradiando sua luz, paz e cura – e focam nos lugares que necessitam muito da ajuda humana, promovendo encontros com muita música, oração e união.

Essas reuniões englobam um número imenso de pessoas, todas buscando por um bem comum: a união de todos os povos pela paz. Elas, ainda, seguem os Princípios Crísticos – ou seja, têm um viés religioso – resultantes do catolicismo, o que não os impede de legitimarem todas as outras religiões, que, segundo eles, também cultivam a crença num ser supremo de pura paz.

Toda essa questão de princípios, inclusive, impacta em seu estilo de vida, em especial sua relação com a natureza.

Juntando-se aos “Reinos da Natureza”

Em busca de uma vida que não transgrida as leis espirituais e universais, os peregrinos vivem nas chamadas Comunidades-Luz – espaços em que as pessoas vivem em comunidade e doação em prol de um bem maior: a proteção dos Reinos da Natureza.

Esses “Reinos Irmãos”, como também são chamados, envolvem plantas, minerais e animais, todos importantes para um planeta saudável e equilibrado. E os grupos tentam estar sempre a serviço desses seres, seguindo alguns princípios que seriam inimagináveis para outras pessoas.

Viver em comunhão com os reinos da natureza
Os peregrinos procuram viver em comunhão com os Reinos da Natureza. – Foto: Divulgação/Voz e Eco Mensageiros Divinos

O consumo vegetariano, por exemplo, é uma dessas práticas. Ao deixar de ingerir a carne dos animais, os peregrinos evitam o sofrimento de inúmeros seres que têm consciência de sua dor e padecem como consequência do consumo desumano de seus corpos.

O Divina Misericórdia também busca praticar atingir e compartilhar uma noção ecológica, outra maneira de cultivar o amor e o respeito a todas as formas. Uma forma que arranjaram de fazê-lo foi aderindo aos copos reutilizáveis de silicone da Silicup.

De fácil limpeza e um transporte ainda mais simples, esses recipientes são perfeitos para o grupo, que está o tempo todo viajando grandes distâncias em prol da paz e da sustentabilidade. Dessa forma, comprovam que é possível sim ser sustentável mesmo vivendo com pouco.