Lixo reciclável e o meio ambiente

Adote esses 3 hábitos para ter um 2020 mais sustentável

Frente a um ano que já começou conturbado para o meio ambiente, adotar hábitos sustentáveis é essencial para garantir um mundo melhor.

Escrito por João Pedro Varal Tartari

Mesmo com menos dois meses de existência, 2020 já não é muito agradável para o meio ambiente. Espécies à margem da extinção, temperaturas incomuns, incêndios e enchentes são acompanhados de um certo descaso de vários governos com relação a esse importante fator.

Nessa situação, tomar alguns compromisso com a sustentabilidade passam a se tornar necessidades para garantir que ainda haverá um mundo onde possamos viver. Hábitos que precisam ser normalizados com urgência para garantir que não esgotemos os recursos do planeta Terra (que já não são muitos).

Separamos três deles neste artigo, mas a contagem não para por aí. Confira estes, pesquise por outros e, talvez a dica mais importante, não deixe de começar a aplicá-los!

1. Atinja o nível 0 (na produção de lixo)

Com base no panorama de 2018 da ABRELPE, pode-se afirmar que um brasileiro, em média, produz pouco mais de 1 kg de lixo por dia. Esse número pode não parecer grande coisa, isso é, se você não levar em conta que cidades como Rio de Janeiro produzem em torno de 6.719 toneladas de lixo por dia.

São esses números um tanto assustadores que fazem importante reduzir a produção de lixo. Assim, mesmo que se tornar uma “pessoa lixo zero” possa parecer uma meta um tanto complicada, ela é um forma de gerar pensamentos e hábitos essenciais para diminuir a quantidade de objetos descartados no mundo.

O primeiro passo é se conscientizar do que é lixo e de quanto você produz diariamente. Ou seja, sempre que for jogar alguma coisa fora, pare e pense: “Eu precisava ter usado isso?” e, caso a resposta seja sim, se questione “Tem alguma forma de evitar jogar isso fora e usar de outro jeito?”.

Ao fazer essas perguntas todo o dia, você tira um pouco da inércia que está associada ao descarte do lixo. Você sai do automático e passa a entender que tudo que é jogado fora se torna lixo e, consequentemente, acaba sendo desperdiçado.

O melhor é ir com calma e implementar essas práticas aos poucos em seu dia a dia. Seja acabando com plástico que você consome, revendo o que você veste, reduzindo a quantidade de alimentos que você ingere e, até, reutilizando os objetos que você tem em casa, você já chega um pouco mais perto de atingir o nível 0 de produção de lixo.

2. Crie a sua hortinha… Dentro de casa!

Ao pensar em uma horta, a imagem que, geralmente, vem primeiro à mente é de um espaço grande, coberto de legumes ou hortaliças e que depende de máquinas e agrotóxicos para sobreviver. 

Mas não tem que ser bem assim… Na verdade, você pode cultivar a sua comida até dentro de casa! E com benefícios: você passa a consumir alimentos com uma quantidade de toxinas menor que daqueles comprados no mercado, evita o desperdício de água, a geração descontrolada de lixo e, ainda, poupa um bom dinheiro com isso.

É um processo bem simples, na verdade. Tudo o que você vai precisar é de um cantinho bem iluminado, um pouco de terra, algumas sementes do que você deseja plantar e muita criatividade. Dessa forma, mesmo um calçado velho ou uma xícara que você não usa mais podem transformar-se em vasos bonitos e funcionais para cultivar o que você quiser. 

Vaso de flor em xícara
Não só para beber café ou chá, você também pode usar xícaras para plantar os seus temperinhos. – Foto: Divulgação.

Se você quiser, ainda pode reutilizar garrafas plásticas e até um palete para construir uma horta vertical!

Vaso flor em garrafa PET
Muito por conta do grande uso que fazemos delas, as garrafas PET podem ser uma opção prática e bonita de plantar uma horta! – Foto: Divulgação.

Claro, existem algumas outras dicas que, ao serem usadas, fazem toda a diferença para as suas plantas. Por exemplo, dispôr os canteiros no sentido Norte-Sul em um local em que esses vegetais estejam protegidos do vento e recebam luz solar por, pelo menos, 5 ou 6 horas por dia já os ajuda a crescerem.

Você também deve ficar de olho no tipo de solo que vai usar para cultivar essas sementes. O melhor é usar uma terra macia e fofa, com um pH entre 5,5 e 6,5, e mantê-la adubada e irrigada, ao ponto de ficar úmida, mas não encharcada.

Também é necessário tomar cuidado com as pragas. Ervas daninhas podem ser retiradas e se tornarem adubo ou, ainda, ajudarem a resolver o problema com outros seres vivos, virando comida para lagartas e formigas no lugar das suas plantas. Uma infestação de pulgões também pode ser um problema, mas você pode usar joaninhas (predadoras naturais dessa peste) para resolver esse contratempo.

Procurar soluções naturais, que equilibrem o ecossistema que surge com a sua plantação, é a maneira mais eficaz de fazer com que esse espaço funcione e produza. Vai além de consumir, trata-se de ter respeito com todas as formas de vida que convivem nesse espaço, procurando maneiras conscientes e mais meticulosas de resolver as adversidades e fazer com que as plantas cresçam.

3. Vai uma composteira?

O que está faltando para completar essas outras duas dicas? Uma composteira!

Baseando-se na revalorização natural da matéria biológica que o meio ambiente faz, é possível “reciclar” o lixo orgânico que você produz. Dessa forma, você reduz a quantidade de resíduos que gera e, ainda, pode usar o húmus, resultado desse processo, para melhorar a qualidade de vida das plantas e fazer com que elas cresçam mais saudáveis.

Isso é possível através de união de três recipientes, dois deles com alguns furos, uma porção de terra, serragem e, claro, os restos de alimento que você quer transformar em adubo. Também não podemos esquecer das protagonistas desse processo de reutilização do lixo orgânico: as minhocas!

Você pode conferir esse processo detalhadamente na imagem abaixo:

Composteira - Como fazer?
O balde do meio deve ser esvaziado e trocado pelo que está acima sempre que aquele estiver cheio de adubo. Dessa forma, as minhocas voltam a subir e produzir húmus. – Foto: Assembleia Legislativa do Estado do Paraná.

E você não precisa se limitar a usar baldes para fazer uma composteira em casa. Usando pneus, caixotes ou, até, garrafas plásticas é possível improvisar um minhocário barato, ecológico e funcional, sem a necessidade de gastar seu dinheiro com uma composteira que já vem pronta para ser usada.

Por fim, tudo que é preciso fazer é prestar atenção ao que pode entrar na composteira… Carnes, alimentos muito salgados, muito gordurosos ou muito ácidos estão completamente vetados. Alho, cebola e produtos lácteos também não podem entrar nessa estrutura!

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